
Detalhes da loja arquitetada pela Kátia Bello. A unidade pertence ao Grupo Muffato em Alphaville. Foto: Divulgação
Corredores mais amplos, iluminação planejada, comunicação visual estratégica, espaços para alimentação e integração com tecnologias como self-checkout e Scan & Go. Esses elementos, que antes eram vistos apenas como parte do projeto arquitetônico de uma loja, passaram a exercer um papel direto nos resultados do varejo.
A transformação acompanha uma mudança no comportamento do consumidor, que busca praticidade, conveniência e experiências mais agradáveis durante a jornada de compra. Em resposta, arquitetos especializados em varejo afirmam que o layout deixou de ser apenas uma questão estética para se tornar uma ferramenta capaz de aumentar a permanência do cliente, estimular compras adicionais e melhorar a eficiência operacional.
Para a arquiteta Kátia Bello, CEO do escritório da Opus Design, o projeto de uma loja começa pelo entendimento do consumidor, e não pela disposição das gôndolas. “O layout estratégico é aquele em que existe uma análise operacional que se reflete no design adotado. A principal tendência é colocar o cliente no centro das decisões: pensar em como ele circula, como se sente e qual experiência se quer proporcionar.”
De acordo com a arquiteta, estudos de neuroarquitetura mostram que ambientes excessivamente carregados de estímulos visuais e com sensação de aperto tendem a provocar estresse, reduzindo o tempo de permanência do consumidor na loja. Por isso, fatores como largura dos corredores, ergonomia dos equipamentos e distribuição inteligente das categorias ganharam importância no planejamento dos supermercados.
Extraido de: https://samais.com.br/publicacoes/layout-virou-ferramenta-de-vendas-como-a-arquitetura-passou-a-influenciar-o-desempenho-das-lojas